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domingo, junho 21, 2026

Economia do Brasil teve alta de 0,1% em abril, aponta prévia da FGV

A economia brasileira cresceu 0,1% de março para abril, mesmo com juros elevados e impacto da alta do petróleo no mercado internacional. Na comparação com abril de 2025, a expansão foi de 1,8%.

Os dados fazem parte do Monitor do PIB, estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta quinta-feira (18).

No trimestre móvel encerrado em abril — de fevereiro a abril —, a atividade econômica avançou 1,8% ante igual período do ano passado. No acumulado de 12 meses, a alta chegou a 2%.

O levantamento reúne informações da indústria, do comércio, dos serviços e da agropecuária e estima o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que mede a produção de bens e serviços no país.

Segundo a FGV, a variação de 0,1% indica estabilidade da economia, apesar das pressões internas e externas.

Entre os fatores que influenciaram o cenário estiveram a taxa Selic em patamar elevado durante quase todo o mês de abril e a alta do preço do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio, com reflexos sobre combustíveis como diesel e gasolina.

Na reta final do mês, o Banco Central reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual. Nesta semana, o corte foi repetido, levando a taxa básica de juros para 14,25%.

O Monitor do PIB estima que o consumo das famílias cresceu 2,6% no trimestre móvel encerrado em abril, na comparação anual, o maior nível desde o trimestre terminado em fevereiro de 2025.

As exportações subiram 9,3%, impulsionadas principalmente pelo desempenho dos produtos da indústria extrativa, que avançaram 27,8% no período.

Já a Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos da economia, registrou alta de 0,7% no trimestre móvel. Foi o primeiro resultado positivo após quatro trimestres seguidos de queda.

A taxa de investimento em abril foi estimada em 18%. Em valores correntes, o PIB acumulado no ano até abril chegou a R$ 4,376 trilhões.

O Monitor do PIB é uma das referências usadas para acompanhar o ritmo da economia. Na quarta-feira (17), o Banco Central divulgou o IBC-Br, que apontou crescimento de 0,5% entre março e abril e de 1,6% em 12 meses.

O PIB oficial, calculado pelo IBGE, é divulgado a cada trimestre. No primeiro trimestre, a economia brasileira cresceu 1,1%. A próxima divulgação está marcada para 1º de setembro, com os números do segundo trimestre de 2026.

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