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segunda-feira, junho 22, 2026

Operação inédita destrói 1 tonelada de remédios irregulares e intensifica combate ao mercado clandestino

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul incinerou nesta sexta-feira (19), em Dourados, cerca de uma tonelada de medicamentos e outros produtos irregulares apreendidos em operações de fiscalização realizadas em diferentes regiões do Estado.

A destruição aconteceu na empresa San Cristo e envolveu itens sem registro ou regularização na Anvisa, entre eles medicamentos emagrecedores, canetas para perda de peso, peptídeos usados para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, todos sem comprovação de procedência.

O transporte do material de Campo Grande até Dourados teve escolta da Polícia Rodoviária Federal, que participou da operação para garantir a segurança da carga até a destinação final.

Segundo a Vigilância Sanitária Estadual, os produtos foram recolhidos em ações permanentes de fiscalização em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul. Apenas neste ano, mais de 20 mil itens irregulares já foram apreendidos, com valor estimado superior a R$ 15 milhões.

A incineração encerra o processo de retirada definitiva de circulação desses materiais, que não podem retornar ao mercado. A medida também busca dar destino ambientalmente adequado aos produtos apreendidos.

Grande parte dos itens era vendida por canais não autorizados, como redes sociais, aplicativos de mensagens, marketplaces e outras plataformas digitais. A prática amplia os riscos à saúde por causa da falta de controle sobre origem, armazenamento e transporte.

Entre os produtos destruídos estão as chamadas canetas emagrecedoras, que exigem prescrição e acompanhamento médico. O uso fora dos canais regulares pode expor o consumidor a produtos falsificados, adulterados ou sem garantia de eficácia e segurança.

Especialistas alertam ainda que a automedicação e o consumo de substâncias sem orientação profissional podem causar efeitos graves, como náuseas, vômitos, desidratação, pancreatite, problemas na vesícula e lesões renais. Há também risco de perda acelerada de massa muscular e óssea.

A Vigilância Sanitária orienta que denúncias sobre venda irregular de medicamentos sejam encaminhadas aos órgãos competentes, incluindo a Ouvidoria do SUS, pelo telefone 136.

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