# Ciclone-bomba deixa um morto, feridos e danos em 118 cidades do RS
A passagem de um ciclone-bomba pelo Rio Grande do Sul provocou a morte de uma pessoa, deixou cinco feridos e causou estragos em 118 municípios, conforme balanço da Defesa Civil estadual.
A vítima é um motociclista que sofreu um acidente na RS-124, em Montenegro. As autoridades ainda apuram se uma árvore caiu sobre a via no instante em que ele trafegava ou se o obstáculo já estava na pista.
Entre os feridos, três pessoas tiveram escoriações em Dom Feliciano. Em Osório, um militar foi atingido por estilhaços durante o atendimento a uma ocorrência.
Na quinta-feira (6), um tornado atingiu o distrito de Matarazzo, em Pedro Osório. O fenômeno foi associado a uma supercélula formada pelo ciclone. Em Porto Alegre, as rajadas ultrapassaram 120 km/h. Em Canoas e no Parque Eldorado, os ventos superaram 100 km/h.
O temporal também interrompeu o fornecimento de energia para cerca de 294 mil unidades consumidoras no estado, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com o afastamento do ciclone e a perda de intensidade da frente fria, a avaliação da Defesa Civil é de que as condições mais severas já passaram no Rio Grande do Sul.
## Alertas atingem outros dez estados
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu avisos de perigo para São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.
Em Santos, no litoral de São Paulo, uma rajada próxima de 110 km/h derrubou árvores e provocou a suspensão temporária da navegação no porto.
No Rio de Janeiro, escolas das redes estadual e municipal tiveram as aulas suspensas. A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) também cancelou as atividades presenciais em todos os campi.
O governo estadual e a prefeitura recomendaram a antecipação do encerramento do expediente em instituições que não prestam serviços essenciais. Órgãos estaduais tiveram ponto facultativo no início da tarde.
A maior velocidade de vento registrada no estado foi em Angra dos Reis, onde as rajadas chegaram perto de 85 km/h. Os aeroportos Galeão e Santos Dumont permaneceram em operação.
A capital fluminense chegou ao estágio 3 de atenção da Defesa Civil, situação em que ocorrências afetam parte da população. Na noite de sexta-feira (7), entretanto, o Centro de Operações informou o retorno ao estágio 2 de risco operacional, indicando melhora nas condições.
Foram contabilizadas sete quedas de árvores na cidade. Todos os parques municipais foram fechados ao meio-dia, assim como pontos turísticos como Cristo Redentor, Pão de Açúcar e Pedra da Gávea. Museus e centros culturais também interromperam as atividades, com possibilidade de remarcação para visitantes que já haviam adquirido ingressos.
Em emergências, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.




